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terça-feira, 3 de maio de 2016

O PERIGO POR TRÁS DA PRINCESAS DISNEY



Na verdade, o perigo não está nas princesas e príncipes em si, mas sim na mensagem que está sendo impregnada na mente de nossas crianças através dos contos em que estão inseridos. Não, os contos de fadas não chegam aos nossos filhos em sua forma original, pois na verdade foram produzidos para adultos. São histórias muito longas e com finais nada felizes. Precisaram ser adaptados para cair na graça do público infantil.

Algumas crianças gostam muito e quase só tem contato com esse tipo de conteúdo. Alimentam-se deles através de filmes da Disney (que também são filmes para adultos), livros, produtos, fantasias ou em temas de festas de aniversário. Pronto: está criado o complexo de Cinderela, tão comum entre as garotinhas. A "princesa" encontra uma série de conflitos nas amizades porque é uma ladie e parece que ninguém percebe. Ela precisa ser tratada de forma especial! E quando cresce, se depara com um marido brutamontes que não percebeu sua sensibilidade e não foi capaz de sentir uma ervilha embaixo de sete colchões! E passa a vida sonhando e esperando um príncipe que não existe.

Mas será que isso  não é besteira? Não estamos procurando pêlo em ovo? Os profissionais da área afirmam que não.

O excesso de contos de fadas e a fixação nesse tipo de literatura leva a menina a ver o mundo com as lentes de uma princesa. E a realidade é que ela NÃO é uma princesa! A mesma coisa acontece com outros tipos de literatura. Meninos viciados em contos de esperteza, histórias violentas, terror ou heróis derrotando monstros e sem a de mediação de um adulto maduro, abrem caminho para a má formação da criança. Um bolo que não foi virado conforme. Um adulto com caráter deformado.

A criança precisa de um adulto responsável que possa filtrar o material, ler, interpretar e mediar o mundo para ela. Crianças saudáveis são crianças mediadas. Mas você deve estar pensando: 

Eu cresci sozinha, sem pai nem mãe, tive que ser mãe de meus irmãos e sou saudável! 

Pois bem. Feliz de você que tomou um banho de realidade logo cedo e não se transformou numa princesa. Você foi mediada sim, pela realidade que se impôs e pelos adultos que conviveram com você e lhe serviram de inspiração e modelo. 

Mas não dizem que as brincadeiras e fantasias são importantes na vida da criança? 

Sim, claro. Elas existem até na vida adulta. Existem infinitas formas de brincar de fantasiar. O bordado é um brinquedo, por exemplo. A música, a sonoridade, a arte de cozinhar, pintar... Para o público infantil existem muitos contos de fadas que se mediados por adultos maduros, podem ser benéficos para a construção de um caráter saudável. Alguns exemplos:

  • Os três porquinhos - fale sobre preguiça e falta de dedicação.
  • O patinho feio – diversidade na criação dos animais/ beleza interior/ aceitação/ preconceito.
  • Chapeuzinho vermelho – desobediência/ perigos
  • Cachinhos dourados – desobediência/ perigos
  • O lobo e os sete cabritinhos – o engano do lobo/ armadilhas da vida

A criança invariavelmente terá contato com contos de fadas, porém esse tipo de material deve ser sempre filtrado e mediado. Não é o tipo de literatura que devemos incentivar e priorizar. Já os livros sobre animais, cotidiano, higiene, natureza, reciclagem, sociedade, relacionamentos, comportamento, poemas, família, devem sim ser estimulados e incentivados, pois são um tesouro para a humanidade!

Por muito tempo e por pura ignorância não tive ciência do mal que o excesso das princesas Disney poderiam causar na formação do caráter da minha menina. Fui aprendendo com o tempo e através de estudos. Passei então a evitar ao máximo esse tipo de conteúdo e incentivar outros. Não surto quando ela entra em contato e nem fiquei neurótica. Também não me culpo pelo que passou. Olho pra frente e busco trazer para a vida dela toda a experiência necessária para que se torne uma mulher emocionalmente equilibrada. Afinal, príncipes em cavalos brancos e fadas madrinhas não existem e, muito em breve, ela vai descobrir isso. E também é bom que vá aprendendo desde já que nem todos os finais são felizes. Assim, o choque de realidade será menos dolorido e não precisará de tantos "tapas" da vida para aprender."

Por: Maria Ruth Fernandes - pedagoga e educadora e Daniela Marques - mãe de dois, escritora e psicanalista (em formação).

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

SER MÃE É APRENDER A PERDOAR AS PRÓPRIAS IMPERFEIÇOES


Acho que, nessa vida, não existe uma única pessoa que goste de errar. Por isso me sinto à vontade para confessar a vocês: eu sempre detestei cometer um erro. Sabe aquela menininha que buscava o caderno nota 10 na escola? Essa era eu. O desenho tinha que ser caprichado: todos os cantinhos pintados, e se possível com degradê de cores. As contas matemáticas, perfeitamente resolvidas. Receber uma lição de casa com correções era motivo de irritação: como é que eu não tinha acertado tudo? Mas, o que mais me doía, certamente, era errar com alguém. Causar sofrimento a um amigo, ou parente, era algo que me corroía por dentro. Eu me colocava no lugar daquela pessoa, sentia o sofrimento que eu havia causado (por menor que ele fosse) e ficava extremamente triste comigo mesma.
O tempo passou, eu cresci. E quando minha filha nasceu, eu me vi sendo a grande responsável por seus cuidados. Era eu quem decidia o jeito de colocá-la no berço, a forma de amamentar, a marca da fralda que ela usava, se deveria ou não marcar o pediatra (e quantas vezes não tive dúvida, depois de um dia inteiro de choro!). Eu percebi que tomar decisões por alguém significa acertar de vez em quando, errar um montão de vezes, e ter que desculpar a si mesma por todos os erros que cometeu.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

SEMPRE TOMEI SUCO EM PÓ E NUNCA MORRI!

O mundo da maternidade é cheio de assuntos polêmicos e, quando esses assuntos caem na mesa, ou melhor, nas redes, a chuva de desinformação muitas vezes aparece em forma de agressão verbal e não aceitação através das famosas frases:
"Dei para meus filhos e ninguém morreu", ou pior, "não sou 'menas main' por..."
Eu eu me pego pensando: a bolsa é da moda, o celular é o mais moderno, o resumo da novela está atualizado, a time line do face em dia, mas quando um assunto importantíssimo lhe bate a porta, a cabeça fecha por puro orgulho em não aceitar uma informação diferente daquela que ela acredita ser a certa. Desde que o mundo é mundo cada um cria o filho da forma que ACHA melhor, cada um tem uma concepção do que é bom, mas o fato é que a informação está aí disponível para quem quiser. E não são informações baseadas nas experiências da vó do cunhado da tia, mas sim em estudos de anos realizados por profissionais altamente qualificados e em pesquisas seríssimas, acessíveis para praticamente 100% da população. Antes de debater sobre um assunto, expor uma opinião e iniciar uma discussão saudável, é inteligente buscar informação em fonte segura e não recorrer aos "achismos" da vida.
"Desde que o mundo é mundo crianças comem doce. Antigamente não tinha toda essa frescura! Se comia danoninho, toddy, bolacha maisena, suco de pózinho e ninguém nunca morreu!"

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

SELECIONANDO PROGRAMAS DE TV

A maternidade esconde grandes desafios - muito particulares por sinal - e que só se desvendam com o passar dos anos, conforme vamos vivendo cada fase da vida. Quando meus filhos eram bebês, me vi em situações desesperadoras! Mas hoje, olho para trás e dou risada da maioria delas. Os desafios mudaram e sim, ainda me vejo angustiada algumas vezes, mas procuro parar e pensar: "Bem, daqui há alguns anos provavelmente vou estar rindo dessa situação, então vamos levar da forma mais leve possível."




O desafio da vez é saber discernir quais programas de televisão meus filhos devem ou não assistir, sim, porque sou contra a autonomia total nessa área. Creio que eles ainda não tem maturidade suficiente para absorver e digerir algumas (ou muitas!) informações. Acho importantíssimos estar por perto orientando e direcionando os botões do controle remoto. Mas por outro lado, não acho saudável o controle total dos pais sobre a escolha dos filhos. É necessário ir aos poucos soltando a corda e permitindo que façam suas escolhas e tirem suas próprias conclusões. Estou vivendo esta fase, de soltar a corda aos poucos, mas não de vez. Ainda!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

ALUNO DE 7 ANOS DESTROI A ESCOLA. O que você faria?


Essa semana correu pela internet o vídeo de um garotinho de sete anos que, durante um acesso de raiva, destruiu uma sala de sua escola (veja aqui). Observo essa triste cena - ciente de que é apenas mais uma entre as centenas que acontecem todos os dias - e sabe o que enxergo? A desordem da alma de uma criança. Se pudéssemos ter um dia de super-nanny e observar a sua rotina, o seu dia-a-dia e conhecer seus cuidadores, certamente encontraríamos as respostas e explicações para essa cena lamentável.

Observando as reações dos internautas, pude notar corações enraivecidos e indignados com o comportamento da criança: "Ele tem que apanhar!", "Ah, se fosse meu filho!", "Eu arrastava pela orelha...", "O que falta é chinelada na bunda"... Então pensei: será que estou equivocada em achar que o problema do vídeo não é o garoto? Até que escutei a posição do renomado pediatra Daniel Becker, fundador da "Pediatria Integral":

"Se tem algo de muito errado nesta cena, é sem dúvida o comportamento dos professores".

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