quinta-feira, 16 de junho de 2016

A IMPORTANCIA DA PRESENÇA DA MÃE NOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA




Esse é um dilema antigo, polêmico e que ainda hoje traz muitas divergências. Gostaria de compartilhar com vocês alguns dados e informações que obtive através de pesquisas e estudos. Desenvolvi esse artigo juntamente com o teólogo e psicanalista Gedson Lidorio, meu professor de psicanálise. Recomendo que leia com tempo. E depois releia. Converse com seu cônjuge, ore a Deus por sabedoria e adapte sua rotina e dinâmica familiar de modo que o seu pequeno cresça da forma mais equilibrada possível. É o meu humilde conselho. Vamos lá!

“Nos primeiros dias, meses e anos de vida de um ser humano, acontece uma ligação intensa e importantíssima entre a criança e o seu cuidador. É nesse curto período de tempo que o alicerce para a construção de todo o comportamento será construído e influenciará as outras áreas da vida.

Do ponto de vista neurobiológico, a criança, assim que nasce, já está com o seu cérebro em processo de amadurecimento, mas uma região específica no hemisfério direito, próximo ao hipotálamo, é a primeira parte a amadurecer e de forma bastante acelerada, bem mais do que todas as outras.

Cada neurônio faz diariamente centenas de sinapses (ligações que passam informações) formando uma rede de conexões onde são registradas as memorias. Essas conexões de neurônios vão se unindo uma a outra tecendo uma rede maior que precisa se processar de forma correta até o terceiro ano para que haja um desenvolvimento emocional equilibrado.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A IRRESPONSABILIDADE DOS RESPONSÁVEIS


De repente vejo os ídolos mirins das nossas crianças namorando aos doze* anos de idade com autorização dos pais, aplausos do público e holofotes da mídia. E o que acontece? "Ah, mas a Larissa Manoela que tanto admiro teve seu primeiro namorado aos doze, eu também quero!" Então, na fase em que deveriam estar fantasiando o brincar de casinha, escolinha e aventuras em mundos imaginários, nossas crianças estão fantasiando o primeiro beijo, o flerte, o namoro... Me chamem de chata, careta, antiquada, o que for. Não acho isso saudável, não acho isso normal e nem tampouco aceitável. Aliás, até pode sim ser normal e aceitável, mas para aqueles que anseiam por uma sociedade decadente e desequilibrada. Se um adolescente no auge dos seus quinze anos ainda não tem maturidade alguma para tomar decisões, que dirá uma criança de doze/ treze anos? Os pais que permitem esse tipo de comportamento são irresponsáveis, mais irresponsáveis que suas próprias filhas. E vou lhes dizer o porquê:

A área do cérebro responsável pelo controle dos impulsos e tomada de decisões conscientes, ou seja, que se mede riscos e consequências, amadurece bem depois dessa idade. Uma explosão de brotamento neuronal acontece logo antes da puberdade. O pico ocorre aos onze anos para as meninas e aos doze nos meninos, e as experiências que viverem nessa fase moldarão a sua massa cinzenta. No calor dessas “explosões”, suas decisões são excessivamente influenciadas pela emoção, tendo em vista que nessa fase seus cérebros confiam mais no sistema límbico (o banco emocional do cérebro) do que o córtex pré-frontal, mais racional, ou seja, os freios são acionados um pouco mais tarde do que o acelerador do cérebro, e essas alterações podem tornar os pré-adolescentes e adolescentes totalmente vulneráveis: drogas, más companhias, bebidas alcoólicas, sexo descompromissado, aborto, gravidez precoce, DST's e etc. [¹]

terça-feira, 3 de maio de 2016

O PERIGO POR TRÁS DA PRINCESAS DISNEY



Na verdade, o perigo não está nas princesas e príncipes em si, mas sim na mensagem que está sendo impregnada na mente de nossas crianças através dos contos em que estão inseridos. Não, os contos de fadas não chegam aos nossos filhos em sua forma original, pois na verdade foram produzidos para adultos. São histórias muito longas e com finais nada felizes. Precisaram ser adaptados para cair na graça do público infantil.

Algumas crianças gostam muito e quase só tem contato com esse tipo de conteúdo. Alimentam-se deles através de filmes da Disney (que também são filmes para adultos), livros, produtos, fantasias ou em temas de festas de aniversário. Pronto: está criado o complexo de Cinderela, tão comum entre as garotinhas. A "princesa" encontra uma série de conflitos nas amizades porque é uma ladie e parece que ninguém percebe. Ela precisa ser tratada de forma especial! E quando cresce, se depara com um marido brutamontes que não percebeu sua sensibilidade e não foi capaz de sentir uma ervilha embaixo de sete colchões! E passa a vida sonhando e esperando um príncipe que não existe.

Mas será que isso  não é besteira? Não estamos procurando pêlo em ovo? Os profissionais da área afirmam que não.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

SER MÃE É APRENDER A PERDOAR AS PRÓPRIAS IMPERFEIÇOES


Acho que, nessa vida, não existe uma única pessoa que goste de errar. Por isso me sinto à vontade para confessar a vocês: eu sempre detestei cometer um erro. Sabe aquela menininha que buscava o caderno nota 10 na escola? Essa era eu. O desenho tinha que ser caprichado: todos os cantinhos pintados, e se possível com degradê de cores. As contas matemáticas, perfeitamente resolvidas. Receber uma lição de casa com correções era motivo de irritação: como é que eu não tinha acertado tudo? Mas, o que mais me doía, certamente, era errar com alguém. Causar sofrimento a um amigo, ou parente, era algo que me corroía por dentro. Eu me colocava no lugar daquela pessoa, sentia o sofrimento que eu havia causado (por menor que ele fosse) e ficava extremamente triste comigo mesma.
O tempo passou, eu cresci. E quando minha filha nasceu, eu me vi sendo a grande responsável por seus cuidados. Era eu quem decidia o jeito de colocá-la no berço, a forma de amamentar, a marca da fralda que ela usava, se deveria ou não marcar o pediatra (e quantas vezes não tive dúvida, depois de um dia inteiro de choro!). Eu percebi que tomar decisões por alguém significa acertar de vez em quando, errar um montão de vezes, e ter que desculpar a si mesma por todos os erros que cometeu.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

SEMPRE TOMEI SUCO EM PÓ E NUNCA MORRI!

O mundo da maternidade é cheio de assuntos polêmicos e, quando esses assuntos caem na mesa, ou melhor, nas redes, a chuva de desinformação muitas vezes aparece em forma de agressão verbal e não aceitação através das famosas frases:
"Dei para meus filhos e ninguém morreu", ou pior, "não sou 'menas main' por..."
Eu eu me pego pensando: a bolsa é da moda, o celular é o mais moderno, o resumo da novela está atualizado, a time line do face em dia, mas quando um assunto importantíssimo lhe bate a porta, a cabeça fecha por puro orgulho em não aceitar uma informação diferente daquela que ela acredita ser a certa. Desde que o mundo é mundo cada um cria o filho da forma que ACHA melhor, cada um tem uma concepção do que é bom, mas o fato é que a informação está aí disponível para quem quiser. E não são informações baseadas nas experiências da vó do cunhado da tia, mas sim em estudos de anos realizados por profissionais altamente qualificados e em pesquisas seríssimas, acessíveis para praticamente 100% da população. Antes de debater sobre um assunto, expor uma opinião e iniciar uma discussão saudável, é inteligente buscar informação em fonte segura e não recorrer aos "achismos" da vida.
"Desde que o mundo é mundo crianças comem doce. Antigamente não tinha toda essa frescura! Se comia danoninho, toddy, bolacha maisena, suco de pózinho e ninguém nunca morreu!"

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