quarta-feira, 20 de julho de 2016

SERÁ QUE MEU FILHO É OU JÁ FOI VÍTIMA DE ABUSO SEXUAL?

É muito natural que, após um escândalo divulgado pela mídia, famílias e indivíduos pensem na possibilidade da tragédia acontecendo dentro de suas próprias casas: “E se fosse comigo? E se fosse com o meu filho?” Questionamentos que nos levam a muitos outros, inclusive despertando alguns medos que chamo de medos saudáveis, pois nos impulsionam a agir.

Na semana passada veio a público a triste notícia de que o filho da pastora, escritora e ex-cantora gospel, Bianca Toledo, vinha sofrendo abusos do próprio padrasto, o também pastor Felipe Heiderich. Muitos seguidores e internautas revoltados e indignados com a descoberta levantaram os seguintes questionamentos: “Como uma mãe não nota que seu filho sofre abusos dentro da própria casa? Isso é mesmo possível?”

Foi pensando nessas questões que resolvi trazer aos leitores que acompanham meu trabalho um despertamento para a sua própria casa. Será que o seu/sua filho(a) não é ou foi vítima de abuso sexual e você como cuidador e responsável também não notou? Para obter as respostas, ofereço à vocês com base num material muito seguro, todas as informações necessárias para que esteja amparado nessa questão e, peço de todo coração que encaminhe o alerta ao maior número de pessoas possível, pois apenas com a leitura desse texto, a vida de milhares de crianças podem ser preservadas.

"O abuso ou violência sexual é caracterizada quando uma criança ou adolescente é invadido em sua sexualidade e usado para gratificação sexual de um adulto, ou mesmo de um adolescente mais velho. Ocorre com ou sem uso de força ou violência. Na maioria das vezes através de ameaças ou constrangimento. O abuso também pode ser psicológico. As vezes acontece implicando troca financeiras ou de favores como comida, drogas ou presentes.

No Brasil as denúncias contra crianças cresceram 4 vezes nos últimos dois anos. São 2.300 ligações por dia! Na grande maioria dos casos o abuso é intrafamiliar (pai 44%, padrasto 17% e tio 10% - sem contar avós e primos). A cada 8 minutos uma criança é vítima de abuso sexual no Brasil. Provavelmente alguma criança que você conhece já foi vítima de abuso.

E como minimizar os riscos?

Fique atento as atividades de seus filhos, saiba onde e com quem estão sempre; Monitore o uso da internet; Quando a criança retornar de um passeio, casa de amigo ou parente, esteja atento ao humor e comportamento. Pergunte em detalhes como foi, como foram suas atividades, se aconteceu algo diferente ou que ela não gostou. No geral, o abusador é alguém muito próximo da família, participa do dia a dia da vítima, ganha sua confiança com elogios, carinhos e cria momentos para estar sozinho com ela.

Não tenha medo de falar com a criança sobre isso, pois o abusador envergonha a criança dizendo que a culpa do acontecimento foi dela, alegando que se os pais souberem ficarão muito zangados. No geral o abusador é manipulador e persuasivo, confundindo a criança sobre o que é certo e errado, fazendo ameaças a vida dela ou a um membro da família. Muito deles dizem que o abuso é na verdade um ato de carinho, um jogo legal e a grande maioria das crianças não fazem ideia de que aquilo se trata de um abuso.

De acordo com a idade da criança e numa linguagem acessível, explique a ela sobre seu corpo e sobre o que significa abuso sexual. Mantenha uma boa comunicação, dizendo que ela pode contar tudo o que quiser à você. Que nunca esconda nada, especialmente coisas que a deixam triste e incomodada. Coloque-se como melhor amigo e avise sobre a mentira que pessoas muito próximas e queridas podem contar a ela. Explique que um adulto, homem ou mulher, não deve jamais interagir com ela de maneira sexual ou com toques íntimos. Se seu filho parece resistente ou desconfortável perto de algum adulto, tente descobrir o porquê e fique atento a pessoa em questão.

Como posso saber se meu filho já foi vítima?

A verdade é que um cuidador ATENTO percebe SIM alterações no comportamento ou corpo da vítima. Vejam alguns deles:

Enfermidades sem causa clínica aparente; Doenças sexualmente transmissíveis; Dor, inchaço, lesão ou sangramento em áreas genitais; Dificuldades de andar ou sentar; Baixo controle dos esfíncteres; Constipação ou incontinência fecal; Roupas íntimas rasgadas ou manchadas de sangue; Ganho ou perda de peso; Lesões corporais (roxos, arranhões); Medo de lugares escuros ou fechados; Mudanças súbitas e inexplicáveis no comportamento; Regressão a comportamentos muito infantis; Comportamento autodestrutivos ou suicidas; Mudança de hábito alimentar (comer demais ou rejeitar comida); Relutância em trocar de roupa; Fugas frequentes de casa; Resistência em voltar a casa após a aula; Resistência em ir a casa de um conhecido; Dificuldades de concentração e aprendizagem; Relacionamentos permeados de segredos; Interesse ou conhecimento súbito sobre questões sexuais; Masturbação compulsiva; Brincadeiras ou toques sexuais em outras crianças; Desenhos contendo cenas sexuais ou de toque ou parte íntimas.

Como reagir?

O modo como você reage pode inibir a criança. Se ficar muito bravo ou descontrolado, a criança pode mudar a história ou desmentir o abuso, ou pior, fazer com que ela se sinta mais culpada ainda. Encoraje a criança a falar sobre o abuso, mas não faça perguntas muito específicas. Opte por perguntas mais abrangentes e tente agir naturalmente: “O que aconteceu depois? Como você se sentiu lá? Alguma coisa te deixou incomodado?”

Na menor suspeita, entre em ação!

Mesmo sem provas, faça a denúncia. Há suspeitas? Faça a denúncia! Essa é a orientação dada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Se achar melhor, leve a criança a um centro médico ou hospitalar, buscando um laudo mais específico. Neste caso, havendo a confirmação, o próprio profissional da saúde é obrigado a fazer a denúncia. Agindo na primeira suspeita você não está protegendo só uma criança, mas uma centena de outros casos que poderiam ocorrer.

Onde posso fazer a denúncia?

Conselhos tutelares próximos à casa da vítima; Hospitais ou unidades de saúde; Ministério Público – Promotoria da Defesa dos Direitos Difusos e Coletivos da Infância e Juventude: (11) 3119-9079; Programa Bem-Me-Quer (11)3248-8038; Centro de Referência e Apoio à vítima – (11) 2127-9522; Disque 100.

Participe também sendo voluntário em instituições de prevenção ao abuso sexual. Pergunte a direção da escola de seu filho se eles tem algum sistema ou política para a prevenção do abuso sexual. Reúna outros pais para fazerem o mesmo. Apoie as leis de proteção à infância e cobre para que o governo invista mais recursos no combate a este mal!"[¹]

Profissionais especializados como psicanalistas e psicólogos, são capazes de, sem muito esforço, extrair das crianças suas aflições internas através de conversas, brincadeiras e desenhos. Vejam a seguir alguns desenhos feitos por crianças em consultórios onde expõem os abusos sexuais que sofreram:


David, de 8 anos foi abusado sexualmente e destacou em seu desenho os olhos vermelhos do estuprador e seu órgão genital. O menino ainda escreveu as palavras chulas que o agressor dizia enquanto abusava dele.


Este é o desenho do Andreu, um menino de 8 anos que foi abusado desde os seus 4 anos pelo padrasto. No desenho ele se retrata em pânico diante do abusador. Segundo o psicólogo um fator marcante no desenho são os botões da camisa e o zíper da calça, no autorretrato a criança destaca os dois detalhes das roupas que eram o alvo do abusador.

Victor, de 7 anos mostra como era brigado pelo pai a fazer sexo oral.


E para finalizar, deixo com vocês um vídeo bastante didático para ser assistido com seus filhos. Uma maneira sadia de alertá-los, informá-los sobre os perigos e riscos e qual a melhor maneira de agir: https://www.youtube.com/watch?v=6SVsdEangCM

Daniela Marques - esposa, mãe de dois, escritora e psicanalista (em formação). Idealizadora do projeto infantil O Coração Vermelho e autora dos blogs Vida de Mãe e SalveMeuCasamento.

[¹] Cartilha: 7 passos para o enfrentamento da violência sexual infantojuvenil

terça-feira, 5 de julho de 2016

CHUPETA - DO INÍCIO AO FIM!


Chupeta, chupeta... santa chupeta! O bebê pode estar manhoso, com sono ou chatinho que a chupeta chega e resolve a parada. No geral, assim que é colocada na boca do bebê, o tormento acaba quase que instantaneamente. Você sabia que no inglês, a língua mais falada do mundo, chupeta vira "pacifier", que numa tradução literal seria "pacificador". Perfeito não? Mas por que será que um pedacinho de borracha tem um poder tão grande? A verdade é que os pequenos possuem uma necessidade instintiva de sucção, alguns mais do que outros. Diversos bebês já chupam o dedo dentro da barriga e outros, ainda na maternidade. Alguns se contentam com o peito ou pegam a chupeta logo que nascem. Não existe regra. O médico pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital São Luiz, de São Paulo, costuma orientar  as mães apenas esperem o bebê completar um mês antes de oferecer: Se a mãe quer dar de mamar no peito, quanto menos bico artificial oferecer, melhor, explica. Outra dica é oferecer a chupeta quando o bebê estiver nervoso e retirar antes dele dormir, para não criar o vício ou a relação de sono com o acessório. Essa dependência, segundo Marcelo, pode mexer na dentição e até na musculatura da respiração.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A IMPORTANCIA DA PRESENÇA DA MÃE NOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA




Esse é um dilema antigo, polêmico e que ainda hoje traz muitas divergências. Gostaria de compartilhar com vocês alguns dados e informações que obtive através de pesquisas e estudos. Desenvolvi esse artigo juntamente com o teólogo e psicanalista Gedson Lidorio, meu professor de psicanálise. Recomendo que leia com tempo. E depois releia. Converse com seu cônjuge, ore a Deus por sabedoria e adapte sua rotina e dinâmica familiar de modo que o seu pequeno cresça da forma mais equilibrada possível. É o meu humilde conselho. Vamos lá!

“Nos primeiros dias, meses e anos de vida de um ser humano, acontece uma ligação intensa e importantíssima entre a criança e o seu cuidador. É nesse curto período de tempo que o alicerce para a construção de todo o comportamento será construído e influenciará as outras áreas da vida.

Do ponto de vista neurobiológico, a criança, assim que nasce, já está com o seu cérebro em processo de amadurecimento, mas uma região específica no hemisfério direito, próximo ao hipotálamo, é a primeira parte a amadurecer e de forma bastante acelerada, bem mais do que todas as outras.

Cada neurônio faz diariamente centenas de sinapses (ligações que passam informações) formando uma rede de conexões onde são registradas as memorias. Essas conexões de neurônios vão se unindo uma a outra tecendo uma rede maior que precisa se processar de forma correta até o terceiro ano para que haja um desenvolvimento emocional equilibrado.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A IRRESPONSABILIDADE DOS RESPONSÁVEIS


De repente vejo os ídolos mirins das nossas crianças namorando aos doze* anos de idade com autorização dos pais, aplausos do público e holofotes da mídia. E o que acontece? "Ah, mas a Larissa Manoela que tanto admiro teve seu primeiro namorado aos doze, eu também quero!" Então, na fase em que deveriam estar fantasiando o brincar de casinha, escolinha e aventuras em mundos imaginários, nossas crianças estão fantasiando o primeiro beijo, o flerte, o namoro... Me chamem de chata, careta, antiquada, o que for. Não acho isso saudável, não acho isso normal e nem tampouco aceitável. Aliás, até pode sim ser normal e aceitável, mas para aqueles que anseiam por uma sociedade decadente e desequilibrada. Se um adolescente no auge dos seus quinze anos ainda não tem maturidade alguma para tomar decisões, que dirá uma criança de doze/ treze anos? Os pais que permitem esse tipo de comportamento são irresponsáveis, mais irresponsáveis que suas próprias filhas. E vou lhes dizer o porquê:

A área do cérebro responsável pelo controle dos impulsos e tomada de decisões conscientes, ou seja, que se mede riscos e consequências, amadurece bem depois dessa idade. Uma explosão de brotamento neuronal acontece logo antes da puberdade. O pico ocorre aos onze anos para as meninas e aos doze nos meninos, e as experiências que viverem nessa fase moldarão a sua massa cinzenta. No calor dessas “explosões”, suas decisões são excessivamente influenciadas pela emoção, tendo em vista que nessa fase seus cérebros confiam mais no sistema límbico (o banco emocional do cérebro) do que o córtex pré-frontal, mais racional, ou seja, os freios são acionados um pouco mais tarde do que o acelerador do cérebro, e essas alterações podem tornar os pré-adolescentes e adolescentes totalmente vulneráveis: drogas, más companhias, bebidas alcoólicas, sexo descompromissado, aborto, gravidez precoce, DST's e etc. [¹]

terça-feira, 3 de maio de 2016

O PERIGO POR TRÁS DA PRINCESAS DISNEY



Na verdade, o perigo não está nas princesas e príncipes em si, mas sim na mensagem que está sendo impregnada na mente de nossas crianças através dos contos em que estão inseridos. Não, os contos de fadas não chegam aos nossos filhos em sua forma original, pois na verdade foram produzidos para adultos. São histórias muito longas e com finais nada felizes. Precisaram ser adaptados para cair na graça do público infantil.

Algumas crianças gostam muito e quase só tem contato com esse tipo de conteúdo. Alimentam-se deles através de filmes da Disney (que também são filmes para adultos), livros, produtos, fantasias ou em temas de festas de aniversário. Pronto: está criado o complexo de Cinderela, tão comum entre as garotinhas. A "princesa" encontra uma série de conflitos nas amizades porque é uma ladie e parece que ninguém percebe. Ela precisa ser tratada de forma especial! E quando cresce, se depara com um marido brutamontes que não percebeu sua sensibilidade e não foi capaz de sentir uma ervilha embaixo de sete colchões! E passa a vida sonhando e esperando um príncipe que não existe.

Mas será que isso  não é besteira? Não estamos procurando pêlo em ovo? Os profissionais da área afirmam que não.

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